domingo, 25 de setembro de 2011

Proposta de pesquisa sobre a utilização das novas Tecnologias da Informação e Comunicação e da Educação à Distância no Curso de Formação de Tutores das Faculdades INTA em Sobral - Ceará

INTRODUÇÃO
A princípio faz-se necessário conceituarmos o que significa Educação à Distância - EaD e as Tecnologias de Informação e Comunicação - TIC’s. Segundo Moran (2002), educação à distância “...é o processo de ensino-aprendizagem, onde professores e alunos estão separados espacial e/ou temporalmente, mediado por tecnologias, principalmente as telemáticas, como a Internet...”. Ela pode acontecer de duas formas: semi-presencial (parte presencial/parte virtual ou a distância) e educação a distância (ou virtual).
As TIC’s são as ferramentas utilizadas para que se consolide o processo de ensino/aprendizagem em educação. O cibermundo oferece uma gama de ferramentas com grandes potencialidades para propiciar um intercâmbio maior de saberes, entre alunos e professores, possibilitando que cada sujeito colabore com seus conhecimentos específicos no processo de construção do conhecimento. Entre as TIC’s podemos citar os Ambientes Virtuais de Aprendizagem – AVA (Moodle, Solar, etc), videoaulas, videoconferências, fóruns de discussão, chats, blogs e muito mais.

JUSTIFICATIVA
Pierre Lévy prega que a educação deve ser utilizada como um campo de pesquisa.
Em seu artigo sobre os limites e possibilidades do uso das TIC’s em EaD, Marcelo faz afirmações bastante relevantes sobre a importância das ferramentas tecnológicas disponíveis e o papel do aluno como sujeito principal em seu processo de aprendizagem:
 O acesso aos meios disponibilizados no espaço de EAD deve ter como princípio à atuação efetiva do sujeito envolvido no processo de ensino-aprendizagem considerando os recursos tecnológicos utilizados como meio de formação para a construção do conhecimento de um sujeito social, comprometido com o processo, ou seja, protagonista de sua própria caminhada em busca da aprendizagem, dando significado ao conhecimento construído. (MARCELO, Brasil Escola)

Com base nesses pensamentos sugerimos nesse espaço uma proposta de pesquisa sobre a utilização das TIC’s e da EaD no curso de formação de tutores das Faculdades INTA em Sobral – Ceará, do qual fazemos parte.

PROBLEMATIZAÇÃO
Quais ferramentas das TIC’s podem ser mais facilmente utilizadas para o processo de dinamização do aprendizado no curso de formação de tutores das Faculdades INTA em Sobral – Ceará ?

OBJETIVO
Identificar quais as ferramentas mais utilizadas pelos alunos do curso que apresentaram um grau menor de dificuldade de manuseio e lhes proporcionaram êxito no processo de aprendizagem.

METODOLOGIA
Aplicação de questionários virtuais, distribuídos dentro do próprio ambiente virtual de aprendizagem, a todos os alunos do curso contendo questões  objetivas e subjetivas referentes ao que se é proposto saber.

CONCLUSÃO
Assim, de acordo com a perspectiva construtivista da aprendizagem é possível então construir conhecimento a partir do que já sabemos e do que somos capazes de fazer, utilizando os recursos das novas tecnologias.     
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FONSECA, J. J. S. Webquest sobre educação à distância. Disponível em < http://sites.google.com/site/joaojosefonseca/tarefas> Acessado em 18/09/2011

MARCELO, R. As Tic’s no contexto da ead: limites e possibilidades. Disponível em < http://www.brasilescola.com/educacao/as-tics-no-contexto-ead-limites-possibilidades.htm> Acessado em 24/09/2011

MORAN, J. M. O que é educação à distância. Disponível em < http://www.eca.usp.br/prof/moran/dist.htm> Acessado em 24/09/2011

Uma frase...

Para a educação, não há distância...

Explica-se:
Com as novas tecnologias disponíveis no mundo globalizado, e com o acesso cada vez mais fácil a elas, não existem mais distâncias intransponíveis para a educação. Um número cada vez maior de pessoas pode ter acesso à informação, não importa onde estejam. Os livros e os professores podem, hoje, ser facilmente pesquisados contatados através da grande rede. Um passo adiante em relação à educação tradicional, onde era necessário estar em uma sala de aula, muitas vezes distante, para conseguir o conhecimento desejado.

Ensino a distância com ou sem momentos presenciais: o que é melhor?


Construir o conhecimento, aprender a desenvolver as competências, habilidades, atitudes e hábitos referentes ao conhecimento e à profissão no ambiente adequado, e não com ajuda em tempo integral de um professor é, de certa forma, gratificante. O cursista cria seus próprios hábitos e horários, e não fica restrito àqueles impostos pela vida acadêmica. Contudo, também no processo à distância é necessária a atuação de um orientador ou tutor, inclusive mediante presença física, no intuito de fornecer suporte e estímulo. Nos momentos presenciais existe, ainda, uma socialização importante entre os cursistas, estimulando o debate e a discussão. 

domingo, 18 de setembro de 2011

A EDUCAÇÃO E AS SUAS NOVAS TECNOLOGIAS NO ADVENTO DA CIBERCULTURA.

A educação, no que se refere ao processo de ensino e aprendizagem, sofreu modificações significativas em sua evolução ao longo da história da humanidade. Esse processo também trouxe mudanças nas formas de ser, pensar e agir de educadores e educandos.

Antigamente o professor era visto como o guardião soberano das informações e do saber, tendo o seu papel reduzido a um mero transmissor de conhecimento, repassados de forma oral ou escrita, pois estes eram os únicos recursos disponíveis. O aluno era apenas um receptor de informações, passivo, sem voz, sem vez. O conhecimento era um produto pronto e imutável, guardado quase sempre em livros, como também, na mente de grandes pensadores. 

Com o surgimento dos computadores e da internet na década de 70, todos esses paradigmas fora quebrados e profundamente modificados. O educador passou a ser hoje um importante agente facilitador do acesso às informações no processo da busca, construção e expansão do conhecimento, como cita Sandra Vaz de Lima, em seu artigo Tecnologias Educacionais Inovadoras Aplicadas à Educação.

O professor se transforma agora no estimulador da curiosidade do aluno por querer conhecer, por pesquisar, por buscar a informação mais relevante. Também coordena o processo de apresentação dos resultados pelos alunos, transformando informação em conhecimento e conhecimento em saber, em vida, em sabedoria, o conhecimento com ética. (LIMA; Tecnologias Educacionais Inovadoras Aplicadas à Educação.)

O educando passa a ter um papel fundamental no processo de aprendizagem, pois ele ganha o direito de voz e vez, passando ao papel de agente ativo na busca, construção e reconstrução desse conhecimento. O conhecimento deixa de estar “palpável” apenas nas prateleiras das bibliotecas, ganhando novas formas, novos ares no, até então, novo e desconhecido mundo virtual.


Nasce então a era da cibercultura, cultura essa descrita por Pierry Lévy como “o conjunto de técnicas(materiais e intelectuais),de práticas, de atitudes, de modos de pensamento e de valores que se desenvolvem juntamente com o crescimento do ciberespaço.”(p. 17) Segundo o mesmo autor o ciberespaço é “ o novo meio de comunicação que surge da interconexão mundial de computadores”(p. 92). Em outras palavras, cibercultura é o espaço em que o anônimo se manifesta, cria, troca e compartilha informações, através de integração de mídias, deixando de ser somente expectador da notícia e se tornando formador de opinião.
Surgem novos conceitos, novas ferramentas, novas formas de pensar e fazer educação. As chamadas TIC’s – Tecnologias da Informação e Comunicação, começaram a fazer parte do ambiente educacional. O fácil acesso a essas tecnologias inovadoras fez com que fosse ampliada toda a rede de ensino-aprendizagem. A sala de aula foi expandida para além dos muros das instituições de ensino tradicionais. A associação de novas ferramentas tecnológicas com o método de ensino conhecido como Educação à Distância – EaD desencadeou um verdadeiro big-bang nos modos de acesso, produção e reprodução do conhecimento acadêmico, trazendo muitos benefícios para o desenvolvimento pleno do ser humano. Como cita Elizabeth Almeida, doutora em educação, em seu trabalho sobre Educação à distância na internet: 

 
Participar de um curso à distância em ambientes digitais e colaborativos de aprendizagem significa mergulhar em um mundo virtual... Significa conviver com a diversidade e a singularidade, trocar idéias e experiências, realizar simulações, testar hipóteses, resolver problemas e criar novas situações, engajando-se na construção coletiva de uma ecologia da informação, na qual valores, motivações, hábitos e práticas são compartilhados. (ALMEIDA,2003.p.338)

Ambientes virtuais como chats, fóruns, plataformas são algumas das ferramentas que trouxeram grandes avanços na troca de informações e construção do conhecimento coletivo. Prova disso é essa nova experiência que estamos vivenciando em nosso curso, consolidando a idéia de que a educação a aliada às novas tecnologias e à cibercultura é a parceria perfeita para um progresso significativo no desenvolvimento da humanidade. 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALMEIDA, M. E. B. Educação à distância na internet: abordagens e contribuições dos ambientes digitais de aprendizagem. Educação e Pesquisa, São Paulo, v.29, n.2, p. 327-340, jul./dez. 2003. Disponível em<http://www.scielo.br/pdf/ep/v29n2/a10v29n2.pdf   

LÉVY, P. Cibercultura. São Paulo: Ed. 34, 1999.   

 LIMA, S. V. Tecnologias Educacionais Inovadoras Aplicadas à Educação. Disponível em: http://www.webartigos.com/articles/4399/1/Tecnologias-Educacionais-Inovadoras-Aplicadas-a-Educacao/pagina1.html#ixzz1CCbVDlt6